A Polícia Federal (PF) apreendeu dinheiro em espécie e uma máquina de contar cédulas durante a nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um suposto esquema de fraudes envolvendo descontos irregulares em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Nesta etapa da operação, policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal e no Maranhão.
Entre os alvos está o advogado Willer Tomaz. Familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA) também são investigados. O parlamentar, que é vice-líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado, já figurava entre os alvos da apuração.
Weverton Rocha é um dos principais aliados de Lula no Maranhão e foi relator da indicação de Jorge Messias ao STF. O senador também participou de atos públicos ao lado do presidente durante a formalização do apoio do PDT ao projeto de reeleição de Lula.
Já Willer Tomaz é conhecido por atuar na defesa de políticos e lideranças partidárias. Em 2017, ele chegou a ser preso pela Polícia Federal em uma investigação derivada da Operação Lava Jato, após ser citado em apurações envolvendo o grupo J&F. O caso foi posteriormente arquivado por falta de provas.
Segundo as investigações, a Operação Sem Desconto apura um esquema de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS. A Polícia Federal estima que os prejuízos possam ultrapassar R$ 6 bilhões e que mais de 5 milhões de beneficiários tenham sido afetados.
O governo federal iniciou o ressarcimento dos aposentados e pensionistas que sofreram descontos considerados indevidos, destinando recursos para devolver os valores aos beneficiários prejudicados.
As investigações seguem em andamento, e os citados têm direito à presunção de inocência até eventual condenação definitiva.
