O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 178,7 milhões para as eleições de 2026. O valor representa um aumento de cerca de 15% em relação aos R$ 154,9 milhões, corrigidos pela inflação, declarados pelo político em 2022, quando disputou a reeleição ao governo de Minas Gerais.
A maior parcela do patrimônio informado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) corresponde à participação de Zema em uma holding familiar, avaliada em R$ 94,5 milhões.
O candidato também declarou R$ 56,2 milhões em um fundo de investimento, R$ 16,8 milhões referentes à participação em uma instituição financeira e aproximadamente R$ 3,96 milhões aplicados em investimentos de renda fixa.
Patrimônio cresceu desde 2018
A declaração apresentada neste ano mostra que o patrimônio de Zema aumentou significativamente desde sua primeira disputa eleitoral.
Em 2018, quando concorreu pela primeira vez ao governo de Minas Gerais, o patrimônio declarado pelo empresário somava R$ 105,5 milhões em valores atualizados pela inflação.
Quatro anos depois, em 2022, Zema informou possuir R$ 154,9 milhões, também em valores corrigidos pelo IPCA.
Naquele ano, a principal parcela dos bens era uma participação de 27,14% na empresa Ricardo Zema Participações, avaliada em R$ 72,3 milhões.
Zema oficializou candidatura ao Planalto
A candidatura de Romeu Zema à Presidência foi oficializada pelo Novo no último dia 27. O governador mineiro deixou o cargo para entrar na disputa nacional e passou os últimos meses buscando ampliar alianças políticas.
A campanha pretende aproximá-lo de setores como o agronegócio, o empresariado e lideranças evangélicas, além de aumentar sua exposição nacional.
A expectativa do partido é que o início oficial da campanha ajude Zema a ampliar o nível de conhecimento entre os eleitores de outras regiões do país.
Candidato aparece com 2% nas pesquisas
Na pesquisa Genial/Quaest mais recente, divulgada nesta semana, Zema aparece com 2% das intenções de voto no primeiro turno.
O levantamento aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança dos cenários testados para a eleição presidencial.
No primeiro turno, Lula registra 40% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 28%.
Os dados fazem parte do cenário eleitoral apresentado pela pesquisa e podem sofrer alterações ao longo da campanha, conforme a definição das candidaturas e a evolução da disputa.