Astrônomos do Observatório Astronômico Principal da Academia Nacional de Ciências da Ucrânia afirmam ter registrado mais de 20 objetos não identificados próximos ou diante da Lua durante observações realizadas em 2025.
Os resultados foram apresentados no estudo intitulado Observations of Unidentified Flying Objects on the Moon, que ainda não passou por revisão por pares. Segundo os pesquisadores, alguns dos objetos apresentaram formatos semelhantes a discos ou anéis, além de alterações de brilho e padrões de movimento considerados incomuns.
As observações foram realizadas com uma câmera de alta velocidade acoplada a um telescópio instalado em Vinarivka, na região de Kiev. De acordo com o estudo, alguns objetos pareciam acompanhar o movimento da Lua, enquanto outros aparentavam atravessar a superfície lunar em alta velocidade.
Objetos teriam quilômetros de extensão
Os pesquisadores também relataram variações repetitivas de luminosidade em alguns dos registros. Em um dos casos descritos no estudo, dois objetos teriam emitido flashes de luz simultaneamente.
A equipe estimou que alguns dos fenômenos poderiam ter dimensões de quilômetros. Os próprios autores, porém, ressaltam que essa estimativa depende de fatores que não puderam ser determinados, como a distância dos objetos e sua capacidade de refletir a luz.
Entre os registros estão objetos com formato de anel, para os quais os pesquisadores estimaram um diâmetro de aproximadamente 35 quilômetros.
Hipótese de tecnologia não humana
Com base nas características observadas, os autores levantaram hipóteses consideradas extraordinárias. Entre elas está a possibilidade de os fenômenos estarem relacionados a uma tecnologia de origem não humana e até mesmo a existência de uma possível estrutura na Lua.
O estudo também afirma que alguns dos objetos, caso estivessem realmente próximos da Terra e apresentassem as características estimadas, poderiam percorrer a distância até o planeta em poucos minutos.
Essas interpretações, entretanto, não foram confirmadas de forma independente e não representam evidências científicas de origem extraterrestre.
Estudo ainda precisa ser validado
O trabalho ainda não foi submetido à revisão por pares, etapa importante para avaliar a metodologia, os dados e as conclusões apresentadas.
Os próprios pesquisadores reconhecem que os registros podem ter explicações convencionais, como artefatos produzidos pela câmera, distorções causadas pela atmosfera ou problemas no processamento das imagens.
Por enquanto, não há evidências científicas confirmadas de que os objetos registrados tenham origem extraterrestre, sejam resultado de tecnologia não humana ou estejam relacionados a estruturas artificiais na Lua.
A identificação definitiva dos fenômenos dependeria de observações independentes, dados adicionais e análises capazes de descartar explicações naturais ou técnicas.
