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Início Eleições

Nunes Marques vota contra pedido do PT para aumentar fatia do Fundo Eleitoral

Por Junior Melo
13/ago/2026
Em Eleições
Nunes Marques é escolhido relator de ações sobre caso Master e filme Dark Horse no TSE

Nunes Marques - Foto: André Richter/Repórter da Agência Brasil

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, votou nesta quinta-feira (13) contra um pedido do PT para recalcular a parcela do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) destinada ao partido nas eleições de 2026.

O julgamento foi interrompido após pedido de vista da ministra Estela Aranha, que solicitou mais tempo para analisar o processo. Com a suspensão, a distribuição da parcela do fundo destinada a todos os partidos permanece pendente até que o TSE conclua a análise do caso.

O que está em discussão

O PT questiona a forma como o TSE deve considerar a composição da Câmara dos Deputados para calcular a divisão dos recursos do Fundo Eleitoral.

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Pelas regras utilizadas pelo tribunal, 48% do FEFC são distribuídos entre os partidos de acordo com o número de deputados eleitos por cada legenda. Para esse cálculo, é considerada a composição da Câmara em 1º de junho do ano da eleição.

A controvérsia envolve uma mudança na bancada de Alagoas. No início de 2026, um suplente de deputado federal do estado foi cassado, e a Justiça Eleitoral determinou uma nova totalização dos votos das eleições de 2022.

A recontagem foi concluída em 13 de maio. Dois dias depois, em 15 de maio, um novo suplente, do Republicanos, foi diplomado. Com a alteração, a bancada do PT na Câmara passou de 69 para 68 deputados.

Cinco dias depois, em 20 de maio, o ministro Dias Toffoli determinou a suspensão da retotalização em razão da existência de um recurso relacionado ao caso que ainda precisava ser analisado.

O PT passou então a questionar qual composição da Câmara deve ser considerada para o cálculo do Fundo Eleitoral: a formação anterior à retotalização ou a nova composição, que já havia sido registrada pela Justiça Eleitoral.

Entendimento de Nunes Marques

Em seu voto, Nunes Marques entendeu que a decisão de Dias Toffoli não determinou a anulação retroativa da retotalização que já havia sido concluída.

Segundo o presidente do TSE, a decisão de Toffoli determinava a suspensão do procedimento caso ele ainda estivesse em andamento. Como a recontagem já havia sido finalizada e o novo suplente já havia sido diplomado quando a decisão foi proferida, Nunes Marques considerou que não seria possível alterar retroativamente o resultado.

Para o ministro, a nova composição da bancada, com uma cadeira a menos para o PT e uma a mais para o Republicanos, já constava dos sistemas da Justiça Eleitoral em 1º de junho e, portanto, deveria ser utilizada no cálculo do Fundo Eleitoral de 2026.

Com esse entendimento, Nunes Marques votou contra o pedido do PT para aumentar a parcela destinada à legenda.

Distribuição do fundo está suspensa

A decisão final ainda não foi tomada. O julgamento foi interrompido pelo pedido de vista da ministra Estela Aranha.

A suspensão afeta todos os partidos porque a definição sobre a composição da Câmara pode alterar a distribuição dos recursos entre as legendas. Por isso, o TSE não poderá concluir a divisão da parcela de 48% do Fundo Eleitoral enquanto o processo não for finalizado.

O próprio Nunes Marques chamou atenção para o impacto da suspensão durante a sessão.

“Enquanto não concluirmos esse julgamento não será distribuído absolutamente nada de 48% para nenhum dos partidos, porque essa decisão pode impactar os demais”, afirmou o ministro.

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