O perfil oficial de Nicolás Maduro no Telegram e no X publicou fotos do ex-presidente venezuelano dentro da prisão nos Estados Unidos. As imagens, datadas de 25 de junho de 2026, foram acompanhadas de uma mensagem na qual Maduro afirma estar “firme”.
Intitulada “Um Pequeno Presente de Amor e Esperança”, a mensagem foi direcionada aos netos e aos apoiadores do ex-presidente. Maduro também mencionou a esposa, Cilia Flores, e afirmou que os dois permanecem confiantes.
“Cília e eu os abraçamos para sempre, nossas almas voltadas para vocês e nossa fé em Deus inabalável”, escreveu.
Maduro está preso em Nova York
Maduro está detido em Nova York e responde a acusações de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína e posse de armas de guerra. Segundo as informações divulgadas, ele foi capturado em Caracas, em 3 de janeiro, durante uma operação militar dos Estados Unidos.
Mesmo após a prisão, o ex-presidente ainda mantém apoio entre setores ligados ao chavismo. Neste sábado, manifestantes se reuniram em Caracas para pedir sua libertação e protestar contra a presença dos Estados Unidos no país.
Governo venezuelano muda postura
A divulgação das imagens ocorre em meio a uma mudança na relação do governo venezuelano com Maduro.
Segundo o Financial Times, o governo de Delcy Rodríguez não incluiu a libertação de Maduro entre os principais pontos discutidos durante cinco rodadas de negociações com a oposição realizadas neste mês.
Após a captura, Delcy havia exigido a libertação de Maduro e Cilia Flores. Desde então, porém, promoveu mudanças na cúpula militar e passou a estreitar relações com Washington.
As negociações envolveram principalmente a recuperação da Venezuela após os terremotos de junho, a repatriação de cerca de US$ 4 bilhões em ouro mantidos no Banco da Inglaterra e uma reforma do sistema judiciário.
Delcy amplia acordo com os EUA
Desde a prisão de Maduro, o governo interino de Delcy Rodríguez restabeleceu relações com os Estados Unidos e abriu espaço para novos investimentos estrangeiros no setor petrolífero.
Na sexta-feira, Delcy confirmou um acordo de petróleo com Washington e agradeceu ao presidente Donald Trump e ao secretário de Estado Marco Rubio.
O plano prevê investimentos superiores a US$ 100 bilhões em 17 campos estratégicos, com potencial estimado de 65 bilhões de barris.