As forças armadas dos Estados Unidos atacaram neste domingo (30) dois lançadores iranianos na ilha de Larak, próxima ao Estreito de Ormuz. Segundo um oficial americano, tropas iranianas haviam sido observadas se preparando para lançar foguetes equipados com minas na região.
De acordo com o capitão Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central dos EUA (CENTCOM), os ataques tiveram como alvo dois lançadores localizados na ilha. Moradores relataram ter ouvido uma explosão nas proximidades de Larak, segundo a agência de notícias semioficial iraniana Fars.
A ilha está localizada próxima ao estratégico Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo e um importante ponto de passagem para o comércio internacional de energia.
Segundo o governo de Donald Trump, o CENTCOM concluiu na semana passada a remoção de minas marítimas das rotas internacionais de navegação no estreito. Na terça-feira, Trump afirmou que o Irã havia sido advertido de que qualquer embarcação responsável por instalar novas minas seria “imediata e sistematicamente destruída”.
O porta-voz americano afirmou que as forças dos Estados Unidos continuam monitorando a região e estão preparadas para garantir a circulação do comércio pelo estreito.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, por sua vez, prometeu retaliação. Em comunicado divulgado pela emissora estatal IRIB, a organização acusou os Estados Unidos e Israel de terem realizado o ataque contra Larak, afirmando que houve baixas entre militares iranianos e civis.
Um porta-voz da Guarda Revolucionária classificou a ofensiva como um “erro estratégico e fatal” do governo Trump.
Os ataques acontecem enquanto Irã e Omã mantêm discussões sobre uma proposta para restabelecer o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz. Países da região, incluindo o Catar, também apoiam as negociações.
Autoridades iranianas têm relacionado a retomada da navegação pelo estreito a negociações mais amplas com Washington e aos desdobramentos da situação de segurança na região.
O ataque deste domingo representa a primeira ação militar dos Estados Unidos contra o Irã desde 29 de julho, quando Washington informou ter realizado uma “forte onda de ataques” em resposta a uma tentativa de ataque contra posições militares americanas ocorrida no dia anterior.
Apesar das discussões diplomáticas, a Casa Branca afirmou na quinta-feira que não existem negociações em andamento entre os Estados Unidos e o Irã sobre o conflito, que já dura seis meses.
Nas últimas semanas, Trump também tem priorizado medidas para pressionar economicamente o governo iraniano. O Departamento do Tesouro americano ameaçou aplicar novas sanções contra países que mantiverem relações econômicas com o Irã, em uma estratégia que a administração Trump chamou de “Dia D econômico”.
Fonte: CNN Brasil
