Uma eventual reforma do Estado em um governo de Flávio Bolsonaro (PL) teria como principais pilares a digitalização dos serviços públicos, a reorganização da estrutura administrativa, uma nova estratégia para a gestão dos imóveis da União e mudanças na governança das empresas estatais.
As propostas foram apresentadas por Daniella Marques, representante da campanha do candidato à Presidência, durante um evento promovido pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC) em parceria com a EXAME, realizado em São Paulo nesta terça-feira (25).
Segundo Marques, a campanha pretende reorganizar a estrutura do governo federal a partir dos serviços efetivamente demandados pela população. A ideia é modificar a forma como a administração pública está estruturada atualmente, priorizando as necessidades dos cidadãos em vez de manter uma organização baseada exclusivamente nos órgãos existentes.
Entre as principais medidas está a ampliação da digitalização dos serviços públicos. A campanha avalia que a utilização de plataformas digitais pode reduzir a necessidade de atendimento presencial e tornar mais ágeis procedimentos que atualmente exigem o deslocamento do cidadão até repartições públicas.
A proposta prevê, portanto, uma administração mais concentrada em canais digitais, com o objetivo de facilitar o acesso da população aos serviços e reduzir custos e burocracias.
Outro eixo apresentado por Marques envolve a reorganização da estrutura administrativa federal. A campanha defende uma revisão do funcionamento do governo para buscar maior eficiência e adequação entre a estrutura disponível e os serviços prestados à população.
A gestão dos imóveis pertencentes à União também aparece entre as prioridades. A proposta é revisar a forma como esse patrimônio é administrado, buscando alternativas para melhorar sua utilização e potencializar os recursos disponíveis ao governo federal.
As empresas estatais também seriam alvo de mudanças em um eventual governo de Flávio Bolsonaro. A campanha pretende alterar mecanismos de governança dessas companhias, dentro de uma estratégia mais ampla de revisão da gestão pública.
As propostas apresentadas no evento fazem parte de uma agenda de reforma administrativa defendida pela campanha, que busca associar a modernização do Estado à digitalização dos serviços, à revisão da estrutura federal e a mudanças na gestão do patrimônio e das empresas públicas.
