A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, afirmou que um eventual governo do candidato pretende reverter impostos criados ou elevados durante a gestão do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Segundo ela, a proposta também prevê a revogação de mais de mil normas consideradas burocráticas, incluindo obrigações acessórias e regras infralegais.
Déficit e redução da máquina pública
Daniella defendeu ainda a redução do déficit público, o corte de privilégios e o enxugamento da máquina do Estado. A economista afirmou, porém, que as medidas não teriam como objetivo atingir programas sociais.
Na avaliação dela, o equilíbrio das contas públicas seria necessário para criar condições para uma trajetória sustentável de redução dos juros.
Daniella defende autonomia do Banco Central
A coordenadora econômica também declarou apoio à autonomia do Banco Central e criticou a possibilidade de uma redução dos juros determinada politicamente.
Segundo Daniella, uma interferência desse tipo poderia desancorar as expectativas de inflação e, consequentemente, prejudicar principalmente a população mais pobre.
A proposta econômica apresentada pela campanha, portanto, combina redução da carga tributária, desburocratização, controle das despesas públicas e preservação da autonomia do Banco Central como pilares para a política econômica de um eventual governo de Flávio Bolsonaro.
