O Waze desativou temporariamente no Brasil a ferramenta que permite aos usuários informar ocorrências relacionadas à segurança pública nas vias. A decisão ocorreu após a plataforma identificar o uso indevido do recurso durante o período eleitoral, com alertas sobre supostos roubos que, na verdade, faziam referência a campanhas de candidatos nas eleições de 2026.
O aplicativo utiliza informações compartilhadas pelos próprios motoristas para manter atualizados, em tempo real, dados sobre trânsito, condições das estradas e diferentes tipos de ocorrências. A função de segurança fazia parte desse sistema colaborativo e permitia que os usuários relatassem situações de risco encontradas durante seus trajetos.
Em comunicado enviado ao Estadão, o Waze confirmou a suspensão temporária e afirmou ter identificado o envio de alertas considerados falsos e contrários às regras da plataforma.
“Estamos desabilitando temporariamente o recurso do Waze que permite que motoristas reportem incidentes de segurança no Brasil após detectar que alguns usuários submeteram alertas falsos, o que é contra nossas políticas. Seguimos focados em oferecer a melhor experiência para os motoristas”, informou a empresa.
A plataforma não informou quanto tempo o recurso permanecerá indisponível no país.
Regras do Waze
As diretrizes da comunidade do Waze proíbem a divulgação de informações falsas, imprecisas ou enganosas que possam causar danos relevantes a pessoas ou empresas. A plataforma também possui regras específicas para determinados conteúdos de natureza política em seus canais de comunicação.
Usuários que desrespeitam as normas podem ter os privilégios de publicação suspensos temporária ou permanentemente. Em casos considerados graves ou de reincidência, a conta também pode ser bloqueada.
Segundo o Waze, foi justamente esse tipo de uso indevido que motivou a suspensão no Brasil. A ferramenta criada para informar ocorrências de segurança passou a ser utilizada por alguns usuários para fazer referências a campanhas eleitorais, com registros que não correspondiam à finalidade do recurso e foram classificados pela empresa como alertas falsos.
Com informações de UOL