O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou, nesta quarta-feira (12), a situação fiscal do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ironizou a promessa de que o petista poderá promover um ajuste nas contas públicas caso seja reeleito.
A manifestação ocorreu após a divulgação de uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo sobre uma restrição de R$ 105,5 bilhões para o pagamento de despesas não obrigatórias previstas para 2026. Saúde e Educação estão entre as áreas mais afetadas. O valor considera gastos programados para este ano e compromissos de exercícios anteriores ainda pendentes.
Em uma publicação na rede social X, Eduardo afirmou: “O cara que quebrou o país jura que vai fazer um ajuste fiscal se reeleito”. Na sequência, o parlamentar direcionou críticas a integrantes do mercado financeiro que apoiaram Lula no segundo turno das eleições de 2022.
“O mercado financeiro fazendo beicinho dizendo que não se arrepende de ter votado nele em 2022, dando a cartada de que a democracia corria risco com Bolsonaro. Tome aí a sua democracia”, escreveu.
Restrição orçamentária
A análise da Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado aponta que o governo dispõe de R$ 225,4 bilhões para pagamentos de despesas não obrigatórias, enquanto os compromissos considerados chegam a R$ 330,9 bilhões. A diferença resulta na restrição de R$ 105,5 bilhões, equivalente a 31,9% do total analisado.
O Ministério do Planejamento e Orçamento informou que a restrição não é definitiva e pode ser revista para atender necessidades específicas.
O cenário ocorre em meio às discussões sobre o equilíbrio das contas públicas e sobre as medidas necessárias para conter despesas e garantir o cumprimento das metas fiscais.
A crítica de Eduardo Bolsonaro acrescenta um componente político ao debate sobre a situação fiscal do governo, especialmente em um momento em que Lula sinaliza a possibilidade de disputar a reeleição e promete medidas para melhorar o equilíbrio das contas públicas.