O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), criticou nesta quinta-feira (23) o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, durante uma transmissão ao vivo realizada em seu canal no YouTube.
Durante a live, o parlamentar afirmou que a atuação da Polícia Federal teria sido influenciada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e direcionou críticas ao comando da instituição.
“O que aconteceu a partir do governo Lula é algo nunca antes visto na história do Brasil, começando pelo chefe da Polícia Federal, alguém que está ali, pau-mandado do Lula”, declarou Flávio. “Claramente não deixa que a Polícia Federal exerça a sua autonomia.”
Apesar das críticas, o senador fez uma distinção entre a direção da corporação e os demais agentes. Segundo ele, as declarações não são direcionadas aos policiais federais, mas à condução da instituição.
Durante a transmissão, Flávio também afirmou que ele e o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, são alvos de uma suposta perseguição política. O senador acusou parte da imprensa de promover uma “construção de narrativa” contra sua imagem.
“A perseguição é desproporcional. Não adianta eu ficar me explicando ponto a ponto cada vez que me acusam de alguma coisa porque não tem nada, mas cria-se essa atmosfera [ … ]”, afirmou.
Segundo o parlamentar, ele não é alvo de investigações e estaria sendo julgado publicamente pela imprensa.
“Não sou investigado em absolutamente nada. É só a imprensa me julgando e me condenando todos os dias, 24 horas por dia”, disse.
Flávio comenta notas fiscais de escritório
Na mesma transmissão, Flávio Bolsonaro também falou sobre uma reportagem que citou duas notas fiscais emitidas por seu escritório de advocacia para a Copenhagen Consultoria, empresa apontada como ligada a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, o escritório teria emitido e posteriormente cancelado, em 7 de abril de 2025, duas notas fiscais que somavam R$ 1 milhão.
A reportagem apontou ainda que a Copenhagen seria uma empresa utilizada por Vorcaro para movimentar recursos do Banco Master.
Flávio negou qualquer irregularidade e afirmou que o serviço não chegou a ser realizado, assim como o pagamento não teria sido recebido.
“Estou sendo acusado de não aceitar trabalhar para uma empresa que supostamente tem alguma coisa com o Vorcaro”, declarou o senador.
Ele também questionou a repercussão do caso e afirmou que outras pessoas envolvidas em situações semelhantes não recebem o mesmo destaque.
“E quem recebeu o dinheiro de verdade, dando alguma contrapartida pública, [ … ] esse pessoal você não vê a grande mídia falando”, afirmou.
Ao final, Flávio disse que a divulgação das notas fiscais representaria uma violação do sigilo de seu escritório de advocacia. Na avaliação do senador, os documentos deveriam permanecer restritos ao escritório ou aos órgãos responsáveis pela fiscalização e não deveriam ter se tornado públicos.
