O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (13), em entrevista ao Contexto Metrópoles, que sempre atuou dentro da legalidade na administração das indicações de emendas parlamentares. A declaração ocorre em meio à investigação que apura supostos desvios de recursos e que levou ao bloqueio de mais de R$ 119 milhões por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo Valdemar, ele não tem influência direta sobre a destinação das emendas e apenas orienta parlamentares quando é procurado por prefeitos que buscam recursos para seus municípios.
“Todas as nossas sugestões foram todas dentro da lei. Os próprios deputados me consultam, às vezes através das emendas. O deputado tem visão do seu estado e dos seus municípios, mas muitos prefeitos não são atendidos. Então eles vêm falar comigo e eu sugiro à liderança”, afirmou.
De acordo com o dirigente do PL, após receber demandas dos prefeitos, a liderança do partido analisa os pedidos, verifica a situação dos municípios e, posteriormente, define a destinação dos recursos.
Bloqueio de R$ 119 milhões
Valdemar também comentou a decisão do ministro Flávio Dino que determinou o bloqueio de mais de R$ 119 milhões no âmbito da investigação conduzida pela Polícia Federal.
O presidente do PL negou que os valores façam parte de seu patrimônio pessoal e afirmou que os recursos pertencem ao partido, incluindo verbas relacionadas às emendas parlamentares.
A investigação da Polícia Federal sustenta que existiria uma estrutura considerada “informal” dentro da Câmara dos Deputados que permitiria a Valdemar influenciar a distribuição de emendas parlamentares, mesmo sem exercer mandato eletivo.
Segundo a PF, servidores da Câmara teriam sido utilizados para auxiliar na operacionalização da destinação desses recursos.
Valdemar Costa Neto nega qualquer irregularidade e afirma que todas as orientações dadas aos parlamentares ocorreram dentro dos limites da legislação vigente.