O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que ele recebesse a visita do presidente da Argentina, Javier Milei, durante sua passagem pelo Brasil.
A reunião estava prevista para o dia 25 de julho, data em que Milei participará da convenção nacional do PL, evento que deve oficializar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
Restrições impedem encontro
A negativa ocorre após Moraes ampliar as medidas cautelares impostas a Bolsonaro, determinando a suspensão de visitas pelo período de 30 dias.
Pela decisão, apenas médicos, fisioterapeutas e advogados estão autorizados a entrar na residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar.
Segundo o ministro, a medida foi adotada após o entendimento de que Bolsonaro descumpriu restrições ao permitir a divulgação de uma carta com conteúdo político, lida e publicada pelo senador Flávio Bolsonaro nas redes sociais.
A defesa alegou que o ex-presidente desconhecia que o documento seria divulgado publicamente, argumento rejeitado por Moraes.
Milei participará de convenção do PL
Mesmo sem poder se encontrar com Bolsonaro, Javier Milei mantém a agenda prevista no Brasil.
O presidente argentino participará da convenção nacional do Partido Liberal (PL), onde manifestará apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto.
A comitiva de Milei deverá contar com o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, a secretária-geral da Presidência, Karina Milei, e o intérprete Enrique Luis de Boero Baby.
Com a decisão do STF, Bolsonaro permanece impedido de receber visitas de lideranças políticas durante o período das restrições judiciais.