A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos rejeitou uma proposta que suspendia cerca de US$ 3,3 bilhões(aproximadamente R$ 16,9 bilhões) em ajuda destinada a Israel. Apesar da derrota da medida, a votação evidenciou o crescimento da divisão interna no Partido Democrata em relação ao apoio ao governo israelense.
A emenda foi apresentada durante a análise de um projeto de lei sobre gastos com relações exteriores e acabou rejeitada por 314 votos a 104.
Maioria dos democratas apoiou o corte
Dos parlamentares democratas que participaram da votação, 103 votaram a favor da suspensão da ajuda, 98 foram contra e 10 registraram voto “presente”, sem tomar posição.
Entre os republicanos, apenas o deputado Thomas Massie, do Kentucky, apoiou a proposta de interromper a assistência financeira a Israel.
Guerra em Gaza amplia desgaste
A votação refletiu o aumento das críticas de parte dos democratas à condução da guerra na Faixa de Gaza pelo governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Parlamentares da ala progressista defendem uma revisão da política externa dos Estados Unidos em relação a Israel e discutem a possibilidade de condicionar futuras ajudas ao cumprimento de normas internacionais de direitos humanos.
Mudança no Partido Democrata
Especialistas apontam que o tema deixou de ser um consenso entre os democratas. O apoio irrestrito a Israel vem perdendo força, principalmente entre eleitores jovens e setores progressistas da legenda.
Pesquisa do New York Times em parceria com o Siena College mostrou que 74% dos eleitores democratas são contrários ao envio de novas ajudas econômicas e militares a Israel.
Enquanto isso, a tensão no Oriente Médio permanece elevada, com a continuidade dos confrontos envolvendo Israel, Irã e grupos armados na região.