O Programa Silêncio Urbano (Psiu), da Prefeitura de São Paulo, registrou crescimento nas queixas relacionadas ao excesso de barulho no primeiro semestre deste ano. Foram 28.988 reclamações entre janeiro e junho, contra 24.464 no mesmo período de 2025, um aumento de 18,5%.
O aumento dos chamados mostra que o ruído excessivo continua sendo uma das principais queixas dos moradores da capital paulista. Obras, bares, templos religiosos e veículos com som alto estão entre os principais responsáveis pelas reclamações encaminhadas ao serviço.
Apesar do volume de denúncias, a demanda segue represada. Até esta semana, cerca de 75% dos registros feitos no primeiro semestre ainda não haviam sido solucionados.
O perfil das reclamações também mudou. Embora os fins de semana ainda concentrem uma parcela significativa dos chamados — cerca de 40% —, os dias úteis passaram a representar a maior parte das ocorrências, especialmente por causa de obras e atividades comerciais que geram ruídos durante o horário de funcionamento.
Moradores de regiões próximas a construções relatam situações de incômodo que, em alguns casos, chegam a avançar pela madrugada.
Na distribuição por bairros, a região central aparece entre as áreas com maior número de reclamações, com destaque para a Sé, que lidera o ranking de chamados registrados pelo Psiu.