O Conselho de Controle de Atividades Financeiras inaugurou, na última sexta-feira (3), uma coordenadoria regional no Rio de Janeiro com foco no monitoramento de recursos financeiros ligados a facções criminosas e outras organizações envolvidas em atividades ilícitas.
A nova unidade foi instalada na sede regional do Banco Central do Brasil, localizada na Avenida Presidente Vargas, no centro da capital fluminense.
A iniciativa faz parte da expansão da estrutura do Coaf. Na quarta-feira (1º), o órgão inaugurou um escritório em São Paulo e também prevê a abertura de uma unidade em Foz do Iguaçu. Segundo o conselho, as três cidades foram escolhidas por sua importância estratégica: São Paulo concentra grande parte do sistema financeiro nacional, o Rio de Janeiro é considerado um dos principais centros de combate às facções, e Foz do Iguaçu ocupa posição estratégica na tríplice fronteira, região marcada por crimes transnacionais.
De acordo com o presidente do Coaf, Ricardo Saadi, a presença regional permitirá maior aproximação com as autoridades locais e um conhecimento mais aprofundado sobre os fluxos financeiros relacionados ao crime organizado.
Saadi destacou que o Rio de Janeiro possui relevância econômica, com grande número de instituições financeiras, empresas e representantes de marcas de luxo e joalherias, fatores que tornam a atuação do órgão ainda mais estratégica.
O presidente do conselho ressaltou ainda que o Coaf não realiza investigações criminais. Sua função é produzir relatórios de inteligência financeira a partir de comunicações de operações consideradas suspeitas, encaminhando essas informações à Polícia Federal, ao Ministério Público e a outros órgãos competentes quando há indícios de irregularidades.
Também na sexta-feira, o Ministério da Justiça e Segurança Pública inaugurou, no Palácio da Fazenda, no centro do Rio, o Escritório Nacional Antifacção. A estrutura integra o programa Brasil Contra o Crime Organizado e reunirá forças de segurança federais, estaduais e municipais para fortalecer o enfrentamento às organizações criminosas.
