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Início Justiça

ONGs trans recorrem ao STF para derrubar lei que restringe uso de banheiros por sexo biológico

Por Junior Melo
24/jul/2026
Em Justiça
Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

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Duas das principais entidades de defesa da população LGBTQIA+ no Brasil acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar uma lei do Estado do Pará que autoriza templos religiosos, escolas confessionais e instituições mantidas por entidades religiosas a restringirem o uso de banheiros com base no sexo biológico.

As ações foram apresentadas pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) e pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT). As Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7996 e 7997 foram distribuídas ao ministro Luiz Fux.

A legislação, sancionada pela governadora do Pará, Hana Ghassan (MDB), em 13 de julho, também autoriza que essa restrição seja aplicada durante eventos e atividades organizados por essas instituições, mesmo quando realizados fora de suas instalações.

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Nas ações, as entidades pedem que a norma seja declarada inconstitucional. Segundo a Antra e a ABGLT, a lei viola princípios previstos na Constituição Federal, como a dignidade da pessoa humana, a cidadania, a igualdade e a vedação à discriminação, ao utilizar o sexo biológico como critério para definir o acesso aos banheiros.

Agora, caberá ao Supremo Tribunal Federal analisar o pedido e decidir se a legislação estadual é compatível com a Constituição. Ainda não há data para o julgamento do caso.

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