O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, pretende adotar novas medidas para ampliar a transparência das pesquisas eleitorais realizadas durante o processo eleitoral deste ano.
A proposta prevê mudanças no formulário de registro das pesquisas, permitindo que informações mais detalhadas fiquem disponíveis ao público. Entre os dados que poderão ser divulgados estão a identificação de quem financiou o levantamento, os locais onde as entrevistas foram realizadas e a faixa etária dos participantes.
A intenção é disponibilizar essas informações diretamente no portal do TSE, facilitando o acesso por qualquer cidadão. Atualmente, esses dados já são públicos, mas só podem ser consultados mediante solicitação ao tribunal.
Outra mudança em estudo é a exigência de que os institutos informem a data em que realizaram sua primeira pesquisa eleitoral. Segundo fontes ligadas ao tribunal, a medida busca identificar empresas que atuam apenas durante o período eleitoral, sem histórico de atuação contínua na área.
Antes da implementação das novas regras, o TSE deverá analisar o tema em sessão plenária. O debate foi motivado pela decisão de Kassio Nunes Marques de suspender a divulgação de uma pesquisa eleitoral que apontava queda nas intenções de voto do candidato Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
Na ocasião, o ministro entendeu que a utilização de recursos audiovisuais durante a pesquisa poderia influenciar as respostas dos entrevistados.
Agora, os ministros da Corte deverão decidir se vídeos e áudios poderão ser utilizados em levantamentos eleitorais e, caso autorizados, em quais condições. Uma das propostas em análise é permitir esses recursos apenas após a realização da pergunta espontânea aos eleitores.
A expectativa é que, na próxima segunda-feira (3), com a retomada das atividades do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques reúna os demais ministros para iniciar as discussões sobre o assunto.
Em julho, representantes de institutos de pesquisa participaram de reuniões com o TSE para apresentar informações sobre seus métodos de trabalho. A previsão é que a análise das novas regras seja levada ao plenário da Corte a partir da segunda semana de agosto.
