O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou atenção durante uma cerimônia oficial realizada nesta sexta-feira (3), no Palácio do Planalto, ao fazer um gesto com o dedo do meio enquanto defendia que a população de baixa renda tenha acesso aos mesmos serviços de qualidade disponíveis para pessoas com maior poder aquisitivo.
Durante o discurso, Lula criticou a ideia de que pessoas mais pobres não valorizam produtos e serviços de qualidade.
“Precisamos acabar com essa ideia de que o pobre não gosta de coisa boa. Aqui para eles”, disse o presidente, fazendo o gesto com o dedo do meio. Em seguida, completou: “Nós gostamos de coisa boa, queremos tudo de primeira”.
Presidente defende ampliação dos tratamentos odontológicos
Ao longo da cerimônia, Lula afirmou que uma das situações que mais o incomodam é encontrar jovens de 20 ou 30 anos que perderam os dentes precocemente. Segundo ele, essa realidade está ligada à pobreza, à falta de acesso à água de qualidade e às dificuldades para adquirir produtos básicos de higiene.
O presidente também relembrou a época em que políticos distribuíam dentaduras em eventos públicos, classificando a prática como um retrato da precariedade enfrentada pela população mais pobre.
Ao defender o fortalecimento do programa Brasil Sorridente, Lula afirmou que o objetivo do governo é ampliar o acesso a tratamentos odontológicos modernos, como limpeza, obturação, tratamento de canal e a confecção de próteses por meio de escaneamento digital e impressão em 3D.
Governo anuncia investimentos de R$ 464,8 milhões
Durante o evento, o governo federal anunciou um pacote de investimentos de R$ 464,8 milhões nas áreas de saúde, educação e habitação.
Entre as ações estão a entrega de ambulâncias, unidades odontológicas móveis, micro-ônibus para transporte de pacientes, equipamentos para unidades básicas de saúde, hospitais e serviços especializados.
Também foi inaugurada a Unidade Oncológica Dona Lindu, vinculada ao Hospital do Amor, em Garanhuns (PE), cidade natal do presidente. A unidade recebeu investimento federal de R$ 73,9 milhões e terá capacidade para realizar cerca de 20 mil atendimentos por mês voltados ao diagnóstico e tratamento do câncer.