A biomédica e estudante de Ciências Econômicas Heloísa Rodrigues, de 28 anos, trava uma disputa judicial para retirar o nome da mãe de todos os seus documentos oficiais. Segundo ela, a medida representa uma tentativa de romper definitivamente com um passado marcado por violência, maus-tratos e abusos sexuais que afirma ter sofrido durante a infância e a juventude.
Nascida como Larissa, Heloísa obteve, em 2024, uma decisão judicial que autorizou a alteração do primeiro nome e a retirada do sobrenome materno.
No entanto, a Justiça negou o pedido para excluir o nome da mãe dos registros civis, incluindo a certidão de nascimento.
A ação faz parte de uma batalha judicial em que Heloísa busca o reconhecimento do direito de desvincular sua identificação civil da mãe, alegando que a permanência do nome nos documentos mantém vínculos com um período de sua vida que, segundo relata, foi marcado por sucessivos episódios de violência e abusos.
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