O governo do presidente Donald Trump prepara uma ampliação das operações de fiscalização migratória em locais de trabalho nos Estados Unidos, segundo informações obtidas pela CNN junto a fontes ligadas às discussões internas.
A iniciativa reúne diferentes órgãos federais, entre eles o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que estudam formas de aumentar o número de prisões de imigrantes em situação irregular.
Operações devem partir de investigações criminais
De acordo com integrantes do governo, a estratégia será baseada em investigações criminais já em andamento.
Um porta-voz do Departamento de Segurança Interna afirmou que houve um aumento das apurações relacionadas a fraudes, como fraude em benefícios públicos, roubo de identidade e outras violações da legislação.
Segundo a Casa Branca, qualquer operação ocorrerá dentro dessas investigações e seguirá os procedimentos legais.
Empresas também poderão ser alvo
Além da prisão de imigrantes em situação irregular, o plano prevê orientar empregadores sobre suas responsabilidades na contratação de funcionários e intensificar a fiscalização de empresas suspeitas de descumprir as leis migratórias.
As autoridades afirmam que operações desse tipo costumam levar meses ou até anos para serem preparadas, devido à análise de documentos e auditorias realizadas antes das ações.
Governo busca ampliar deportações
A iniciativa faz parte da estratégia da administração Trump para aumentar o número de deportações.
Nos últimos dias, o Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos elevou significativamente o ritmo das detenções, chegando a cerca de 2 mil prisões por dia, segundo autoridades americanas.
O governo também informou que as deportações ultrapassam atualmente a média de 3,2 mil pessoas por dia.
Medida divide opiniões
Defensores de uma política migratória mais rígida afirmam que a fiscalização nos locais de trabalho é essencial para reduzir a imigração ilegal e responsabilizar empresas que contratam trabalhadores sem autorização.
Por outro lado, especialistas alertam que uma intensificação das operações pode afetar setores que dependem fortemente da mão de obra imigrante, como agricultura, construção civil, indústria e hotelaria.
O alcance das novas ações ainda está sendo definido, e integrantes do governo afirmam que o plano segue em fase de elaboração.
