O governo federal vai começar, já na próxima semana, a reduzir parte do subsídio que atualmente ajuda a segurar o preço da gasolina. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (2) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que atribuiu a decisão à queda das cotações do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelo avanço das negociações de paz no Oriente Médio.
Segundo o ministro, a revisão será iniciada pela gasolina, que hoje recebe uma subvenção de R$ 0,44 por litro. O diesel também continua contando com um subsídio, de R$ 1,12 por litro, mas, neste primeiro momento, não será alvo da mudança.
“Há duas ‘pernas’ restantes, que é uma subvenção adicional no diesel, de R$ 1,12 por litro, e na gasolina, de R$ 0,44 por litro. Começando pela gasolina, que vai ser feita nos próximos dias, vamos fazer essa revisão, considerando que o cenário tem mudado”, afirmou Durigan durante conversa com jornalistas.
De acordo com o ministro, a decisão acompanha a melhora do cenário internacional, especialmente após a redução das tensões no Oriente Médio, fator que contribuiu para a queda do preço do petróleo nos mercados globais.
Durigan ressaltou que a retirada dos subsídios será feita de forma gradual, sem mudanças bruscas, acompanhando o comportamento dos preços internacionais dos combustíveis. A estratégia, segundo ele, busca adequar a política de preços à nova realidade do mercado, preservando a estabilidade econômica.
Com a revisão, o governo sinaliza que pretende reduzir, aos poucos, os gastos com a política de subsídios, mantendo a flexibilidade para ajustar os valores caso o cenário internacional volte a sofrer alterações.
