A investigação sobre um suposto esquema de venda de decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ) pode ganhar novos desdobramentos. Relatado há quase dois anos no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ministro Cristiano Zanin, o caso pode avançar após um dos investigados decidir colaborar com as autoridades.
Segundo informações divulgadas, o ex-servidor Márcio Toledo, apontado pela Polícia Federal como um dos principais operadores do esquema atribuído ao lobista Andreson Gonçalves, pretende firmar um acordo de delação premiada.
Na proposta de colaboração, Toledo afirma possuir uma lista de decisões do STJ que, segundo ele, teriam sido vazadas ou manipuladas mediante pagamento de propina e que ainda não seriam de conhecimento dos investigadores. O ex-servidor se dispõe a detalhar como as supostas fraudes ocorreram e a identificar os clientes que teriam se beneficiado do esquema.
Até o momento, não há confirmação de que a eventual delação envolverá ministros do Superior Tribunal de Justiça. Também não foi informado se a proposta de colaboração será aceita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ou pela Polícia Federal.
A investigação segue em andamento, e as alegações apresentadas pelo ex-servidor ainda dependerão de análise e eventual comprovação pelas autoridades responsáveis pelo caso.