Palpitações, tonturas, sensação de desmaio, falta de ar e cansaço excessivo costumam ser associados à ansiedade, ao estresse ou ao ritmo acelerado da rotina. No entanto, especialistas alertam que, em alguns casos, esses sintomas podem indicar uma arritmia cardíaca, condição que altera o ritmo normal dos batimentos do coração.
Segundo cardiologistas, o desafio é que as arritmias podem provocar sintomas muito semelhantes aos das crises de ansiedade, o que faz com que muitos pacientes demorem a procurar atendimento médico.
Quando é preciso ficar atento
A ansiedade pode causar aumento da frequência cardíaca devido à liberação de hormônios como adrenalina e cortisol. Porém, algumas características podem indicar que a origem do problema está no coração.
Entre os sinais que merecem investigação estão:
- Palpitações que surgem sem motivo aparente;
- Tonturas frequentes;
- Sensação de desmaio ou episódios de desmaio;
- Falta de ar recorrente;
- Dor ou desconforto no peito;
- Histórico familiar de morte súbita ou doenças cardíacas.
Especialistas destacam que episódios que acontecem durante o repouso, enquanto a pessoa está assistindo televisão, lendo ou dormindo, também merecem atenção.
Diagnóstico pode evitar complicações
Como muitas arritmias são intermitentes, o coração pode estar funcionando normalmente durante a consulta médica. Por isso, exames como eletrocardiograma, Holter de 24 horas e monitorização prolongada costumam ser fundamentais para identificar o problema.
Os médicos reforçam que nem toda palpitação significa uma doença cardíaca, assim como nem todo sintoma deve ser atribuído automaticamente à ansiedade. A recomendação é procurar avaliação médica sempre que os episódios forem recorrentes ou vierem acompanhados de sinais de alerta.
Quando diagnosticadas precocemente, a maioria das arritmias pode ser tratada com segurança, reduzindo o risco de complicações e melhorando a qualidade de vida do paciente.