Mais de 60% das empresas do setor de transporte rodoviário já investem em inteligência artificial para prevenir riscos nas operações. A informação é da 5ª edição do Guia sobre Tendências de Gestão de Frotas e Logística, que aponta uma mudança na forma como as companhias lidam com a segurança e a gestão das frotas.
Segundo Rony Neri, diretor-executivo para a América Latina da Platform Science, empresa responsável pelo levantamento, o setor vive uma transformação estrutural, deixando para trás um modelo baseado na análise de acidentes já ocorridos e adotando uma abordagem preventiva e preditiva.
De acordo com o executivo, a redução dos custos operacionais e a crescente exigência de embarcadores, seguradoras e órgãos reguladores por maior rastreabilidade estão entre os principais fatores que impulsionam a adoção da tecnologia.
“O que impulsiona a adoção da tecnologia é especialmente a redução dos custos operacionais e a pressão de embarcadores, seguradoras e órgãos reguladores por rastreabilidade”, afirma. “A maturidade tecnológica atual já permite, inclusive, um retorno financeiro mensurável.”
Neri destaca que grande parte dos acidentes nas rodovias é antecedida por comportamentos de risco ou falhas mecânicas que podem ser identificadas antes de se tornarem um problema mais grave.
“É diante dessa possibilidade que a IA atua como camada extra de percepção para os gestores de frota”, explica.
Monitoramento em tempo real amplia segurança
Integrada a sistemas de videotelemetria e monitoramento inteligente, a inteligência artificial acompanha continuamente diferentes indicadores relacionados à condução dos veículos e ao estado da frota.
Entre os fatores monitorados estão sinais de fadiga, sonolência, distrações provocadas pelo uso do celular, ausência do cinto de segurança e comportamentos de direção considerados agressivos.
Além disso, a tecnologia também auxilia na identificação precoce de problemas mecânicos ao analisar padrões de condução que podem acelerar o desgaste de componentes como pneus, freios e suspensão.
Segundo o estudo, esse acompanhamento contínuo permite detectar falhas antes que elas evoluam para panes ou acidentes, contribuindo para aumentar a segurança nas estradas e reduzir custos com manutenção e sinistros.
