O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a se manifestar após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) em sua residência, em Brasília. Em tom de desabafo, ele criticou a ação e afirmou que a busca foi desnecessária, já que, segundo sua defesa, todas as informações solicitadas pela Justiça já haviam sido prestadas anteriormente.
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para verificar o paradeiro de armas registradas em nome de Bolsonaro. A medida ocorreu após uma divergência entre os registros apresentados no processo e as informações fornecidas pela defesa sobre a quantidade de armamentos.
Após a ação, Bolsonaro afirmou que os agentes da Polícia Federal fizeram uma busca minuciosa em sua residência, revirando cômodos e pertences da família. Segundo ele, a operação causou constrangimento e poderia ter sido evitada.
A defesa do ex-presidente também criticou a diligência, sustentando que já havia informado previamente onde estavam todas as armas e classificando a operação como desnecessária.
De acordo com a Polícia Federal, nenhum armamento ou outro material foi apreendido durante as buscas. Os agentes permaneceram cerca de uma hora e meia no imóvel e encerraram a operação sem realizar apreensões.
A busca faz parte das medidas determinadas pelo STF no âmbito do cumprimento das decisões judiciais relacionadas ao ex-presidente, que atualmente cumpre prisão domiciliar humanitária.
