O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), participou nesta terça-feira (7) de uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para discutir a possível imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros.
Durante o discurso, realizado em inglês, Flávio afirmou que este seria o “pior momento possível” para a adoção da medida, destacando que o Brasil realizará eleições presidenciais em cerca de 90 dias. Segundo ele, a aplicação das tarifas neste momento poderia alterar o cenário político do país e dificultar uma futura reversão da decisão.
Acompanhado do irmão, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o senador defendeu o adiamento da medida e argumentou que a sobretaxa teria impactos econômicos e políticos.
Em sua fala, Flávio também criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), abordou o tema da corrupção e citou as investigações relacionadas às fraudes no INSS, mencionando que o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, é investigado no caso. O empresário nega qualquer irregularidade.
O senador ainda saiu em defesa do PIX, afirmando que o sistema de pagamentos instantâneos, criado durante o governo Jair Bolsonaro, ampliou a inclusão financeira e beneficiou consumidores e empresas.
A audiência faz parte da consulta pública conduzida pelo USTR sobre a proposta de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. O governo dos Estados Unidos deve anunciar sua decisão até 15 de julho.
Flávio participou da sessão após se inscrever no processo aberto ao público, que permite manifestações presenciais de interessados mediante solicitação prévia. Segundo o senador, seu objetivo foi apresentar argumentos técnicos e políticos contrários à adoção das tarifas.
