Com mais de 16 milhões de eleitores, Minas Gerais segue como um dos estados mais estratégicos para a eleição presidencial. Em 2022, a disputa foi definida por apenas 40.650 votos, com Lula (PT) obtendo 50,20% dos votos válidos (6.190.960 votos) contra 49,80% de Jair Bolsonaro (PL) (6.141.310 votos).
Levantamento com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que o estado permanece politicamente dividido. Os maiores percentuais de votação em favor de Lula concentraram-se principalmente no Norte de Minas e nos vales do Jequitinhonha e do Mucuri, enquanto os principais redutos de Bolsonaro ficaram no Sul de Minas, Centro-Oeste e Alto Paranaíba.
Quando o critério é o número absoluto de votos, o cenário muda. Bolsonaro venceu em oito dos dez maiores colégios eleitorais mineiros, enquanto Lula liderou apenas em Juiz de Fora e Ribeirão das Neves. Por outro lado, o petista compensou esse desempenho com ampla vantagem em dezenas de municípios menores do interior.
Essa distribuição dos votos reforça uma característica histórica de Minas Gerais: vencer apenas nas grandes cidades ou apenas no interior não costuma ser suficiente. Os candidatos mais competitivos são aqueles que conseguem equilibrar o desempenho entre os grandes centros urbanos e os municípios do interior.
Para a disputa de 2026, tanto Lula quanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) enfrentam um desafio semelhante: construir um palanque estadual competitivo e ampliar sua presença em regiões onde o adversário tradicionalmente é mais forte. Em um estado onde a diferença foi mínima na última eleição presidencial, pequenas mudanças no desempenho regional podem ser decisivas para o resultado nacional.