A menos de quatro meses das eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, o governo do presidente Donald Trump deixou sem integrantes a Comissão de Assistência Eleitoral dos Estados Unidos (EAC, na sigla em inglês), órgão federal responsável por oferecer suporte técnico às autoridades que administram as eleições no país.
A situação ocorreu após a demissão de dois comissários indicados pelo Partido Democrata, a renúncia de uma integrante indicada pelos republicanos e a saída do quarto membro, que já havia deixado o cargo em abril. Com isso, a comissão ficou temporariamente sem representantes.
As eleições de novembro definirão a renovação de toda a Câmara dos Representantes e de parte do Senado, sendo consideradas um importante teste para a popularidade da administração Trump.
Atualmente, o Partido Republicano mantém maioria nas duas casas do Congresso, mas com uma margem estreita, o que torna a disputa eleitoral ainda mais relevante para o equilíbrio de forças no Legislativo.
Diferentemente do Brasil, que concentra a organização e fiscalização das eleições no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os Estados Unidos possuem um sistema descentralizado. A condução das eleições é responsabilidade dos estados e de autoridades locais, enquanto a Comissão de Assistência Eleitoral atua prestando apoio técnico, desenvolvendo padrões, distribuindo recursos e orientando a administração eleitoral em todo o país.