O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu neste sábado (18) à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o impede de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro durante o período de restrições impostas pela Justiça.
Durante evento no Espírito Santo, onde participou do lançamento da pré-candidatura de Maguinha Malta (PL) ao Senado, Flávio afirmou que não pretende “abaixar a cabeça para tirano nenhum” e criticou o que chamou de concentração de poder por parte do ministro do STF.
“Eu não vou abaixar a cabeça para tirano nenhum. Sou conhecido por buscar construir pontes, mas quando um tirano vai se autoconcedendo poder, não há nada que o faça devolvê-lo ao povo, a não ser o cumprimento da Constituição”, declarou.
A manifestação ocorre um dia após Moraes determinar a suspensão, por 30 dias, das visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo familiares, com exceção de médicos, fisioterapeutas e advogados. A decisão também proibiu visitas com finalidade político-eleitoral e a divulgação de manifestações políticas em nome do ex-presidente durante o período estabelecido.
Embora Flávio esteja inscrito como advogado de Bolsonaro, permanece válida a restrição específica que o impede de visitar o pai por 90 dias. A medida foi mantida após o senador divulgar, em julho, uma carta escrita pelo ex-presidente nas redes sociais.
“Peço a Deus que resgate a alma de Moraes”
Durante o discurso, Flávio afirmou que não busca vingança e disse rezar para que Deus “resgate a alma” de Alexandre de Moraes.
O senador também fez críticas ao ministro e questionou supostas irregularidades envolvendo sua atuação, sem apresentar provas durante o evento.
Promessa de anistia e autonomia à Polícia Federal
Ao falar sobre as eleições de 2026, Flávio voltou a defender a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Segundo ele, caso seja eleito presidente da República, pretende subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado dessas pessoas.
O parlamentar ainda afirmou que, em um eventual governo seu, dará mais autonomia aos policiais federais para conduzir investigações e prometeu mudanças na atuação das instituições de segurança pública.