Dias após recusar a escolta oferecida pela Polícia Federal (PF) aos candidatos à Presidência da República, o senador e pré-candidato ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), anunciou nesta quarta-feira (22) um reforço em seu esquema de segurança. Entre as medidas adotadas está o uso permanente de colete à prova de balas.
Segundo a pré-campanha, a decisão foi tomada após um levantamento da Polícia do Senado Federal apontar um aumento nas ameaças e manifestações de ódio direcionadas ao parlamentar desde o início de junho.
De acordo com a equipe de Flávio Bolsonaro, foram identificados mais de 2 mil conteúdos relacionados a possíveis riscos à segurança do senador. O levantamento contabilizou 868 ameaças explícitas, 647 manifestações de incitação à violência, 640 referências codificadas e 133 conteúdos classificados como ligados ao planejamento ou à oportunidade de ataques.
Com base nesse cenário, a pré-campanha informou que ampliou significativamente a estrutura de proteção do pré-candidato. As medidas incluem a triplicação do número de policiais na escolta, reforço no armamento, aumento da quantidade de equipamentos e viaturas, além do uso contínuo de colete balístico.
Outro recurso anunciado é a criação de um centro de comando que funcionará 24 horas por dia, em Brasília. Segundo a equipe, o objetivo será monitorar em tempo real os deslocamentos e atividades do candidato, auxiliando as equipes de campo e a logística da campanha.
Na última semana, Flávio Bolsonaro informou que optou por não utilizar a segurança disponibilizada pela Polícia Federal aos presidenciáveis. Como senador, ele continuará sendo protegido pela Polícia Legislativa do Senado, responsável pela segurança dos parlamentares da Casa.
A proteção oferecida pela PF aos candidatos à Presidência começou a ser disponibilizada na segunda-feira (20), mesma data em que tiveram início as convenções partidárias para as eleições de 2026.