A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por três votos a um, manter a prisão preventiva do empresário Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão foi tomada nesta terça-feira (16), durante a retomada do julgamento relacionado à Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes envolvendo o Banco Master.
O relator do caso, ministro André Mendonça, votou pela manutenção da prisão e foi acompanhado pelos ministros Luiz Fux e Nunes Marques. A única divergência foi apresentada por Gilmar Mendes, que defendeu a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar com medidas cautelares.
O julgamento havia sido iniciado no mês passado no plenário virtual da Corte, mas foi suspenso após pedido de vista de Gilmar Mendes. Na ocasião, Luiz Fux já havia antecipado seu voto acompanhando o relator. Com a retomada da análise, Nunes Marques formou a maioria necessária para manter a prisão.
O ministro Dias Toffoli não participou da deliberação por ter se declarado suspeito para atuar nos processos relacionados ao Banco Master. Dessa forma, apenas quatro integrantes da Segunda Turma votaram no caso.
Henrique Vorcaro foi preso em maio durante a sexta fase da Operação Compliance Zero. Segundo a Polícia Federal, ele seria uma das figuras centrais de um grupo investigado por práticas de intimidação e ameaças contra desafetos da família Vorcaro.
Na decisão que autorizou a operação, André Mendonça citou elementos da investigação que apontam Henrique Vorcaro como responsável por demandar, financiar e se beneficiar das ações de um núcleo conhecido como “A Turma”.
De acordo com o ministro, as apurações indicam que o empresário teria atuado em conjunto com seu filho, Daniel Vorcaro, exercendo funções de solicitação, coordenação e sustentação financeira das atividades ilícitas atribuídas ao grupo investigado.
A defesa de Henrique Vorcaro nega as acusações. O processo segue em tramitação no Supremo Tribunal Federal, e os investigados ainda terão oportunidade de apresentar suas versões dos fatos no decorrer das investigações e eventuais ações penais.