A segunda tentativa de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, de firmar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF) terminou da mesma forma que a primeira. Os investigadores decidiram rejeitar a nova proposta por entenderem que ela não trouxe informações relevantes ou inéditas para as apurações em andamento.
Como a PF volta a rejeitar proposta de delação de Vorcaro?
A avaliação da Polícia Federal foi de que os novos anexos apresentados pela defesa de Daniel Vorcaro não acrescentaram elementos capazes de impulsionar as investigações da Operação Compliance Zero.
Segundo fontes ligadas ao caso, os documentos entregues foram considerados frágeis e continham informações já conhecidas pelos investigadores, o que inviabilizou o avanço das negociações.
O que motivou a nova negativa dos investigadores?
A corporação manteve o mesmo entendimento adotado após a rejeição da primeira proposta de colaboração premiada. Para os investigadores, a nova tentativa repetiu problemas já identificados anteriormente.
Além de não apresentar fatos inéditos, o material entregue pela defesa não foi visto como suficiente para justificar benefícios judiciais normalmente associados a acordos de delação.
Como a decisão foi comunicada à defesa?
A recusa da Polícia Federal foi informada oficialmente aos advogados de Vorcaro por meio de e-mail, conforme revelado pela coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles.
O empresário também foi alertado durante uma visita de seus defensores à Superintendência da PF, em Brasília, onde permanece preso preventivamente desde março deste ano.
Quais são os principais pontos da Operação Compliance Zero?
A investigação busca esclarecer supostas irregularidades envolvendo a venda de carteiras de crédito consideradas fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB). Entre os principais focos da apuração estão:
- Supostas fraudes em operações financeiras;
- Venda de carteiras de crédito sob suspeita;
- Possíveis prejuízos ao BRB;
- Participação de agentes do mercado financeiro;
- Responsabilidades de envolvidos nas negociações.
Paulo Henrique Costa passa a ser foco da investigação
Com a nova negativa a Vorcaro, as atenções dos investigadores se voltam para Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, que está preso desde 16 de abril.
Segundo informações da investigação, ele trabalha na elaboração dos anexos de sua própria proposta de colaboração premiada, considerada por integrantes da PF como potencialmente mais promissora.
Quais os próximos passos no futuro de Vorcaro?
Apesar do revés na Polícia Federal, a defesa de Daniel Vorcaro ainda deposita esperanças na análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), que avalia a possibilidade de um acordo próprio de colaboração.
Preso desde 4 de março durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, o ex-banqueiro busca uma alternativa para reverter sua situação jurídica enquanto as investigações continuam avançando.