A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou nesta quarta-feira (10) a investigação de um novo caso suspeito de infecção pelo vírus Ebola na capital paulista. A paciente é uma brasileira de 31 anos que esteve recentemente na República Democrática do Congo, país africano que enfrenta focos da doença.
De acordo com as autoridades de saúde, a mulher desembarcou no Brasil no último sábado (6) após uma viagem de trabalho. Na terça-feira (9), ela começou a apresentar sintomas como febre e diarreia e procurou atendimento em um hospital particular.
Diante do histórico de viagem e dos sintomas apresentados, a paciente foi transferida na madrugada desta quarta-feira para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, referência nacional no tratamento e monitoramento de doenças infecciosas.
Segundo a Secretaria da Saúde, a mulher permanece internada em um leito de isolamento, apresenta quadro clínico estável e está sendo acompanhada sob rígidos protocolos de segurança.
Exames em andamento
Até o momento, não há confirmação de infecção pelo vírus Ebola. O caso é considerado suspeito porque a paciente atende aos critérios de alerta estabelecidos pelas autoridades sanitárias: apresentou sintomas compatíveis com a doença e esteve recentemente na província de Kivu do Norte, uma das regiões da República Democrática do Congo onde há registro de transmissão do vírus.
As amostras coletadas estão sendo analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz, responsável pelos exames laboratoriais que deverão confirmar ou descartar o diagnóstico.
Um teste rápido para malária, outra doença comum na região visitada pela paciente, já foi realizado e apresentou resultado negativo.
Risco de disseminação é considerado baixo
A Secretaria de Estado da Saúde reforçou que não há motivo para pânico e destacou que o risco de disseminação do Ebola no Brasil e na América do Sul continua sendo considerado muito baixo.
As autoridades explicam que o vírus não é transmitido pelo ar, diferentemente de doenças respiratórias como gripe e Covid-19. A transmissão ocorre apenas por meio do contato direto com sangue, secreções ou outros fluidos corporais de uma pessoa infectada e que já esteja apresentando sintomas.
Enquanto aguarda os resultados dos exames, a equipe médica mantém o monitoramento da paciente e segue todos os protocolos previstos para casos suspeitos de doenças de alta gravidade e potencial epidêmico.
A expectativa é que os laudos laboratoriais sejam concluídos nos próximos dias, permitindo às autoridades definir se o caso será descartado ou confirmado.