Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, voltou ao centro do debate após uma reportagem afirmar que ele teria atuado junto ao grupo empresarial Fictor e participado de articulações para aproximar a empresa de integrantes do governo federal, no contexto das investigações relacionadas ao Banco Master.
De acordo com a publicação, a relação entre Lulinha e a Fictor teria se intensificado ao longo de 2024. Ele teria exercido funções de interlocução institucional e prestado apoio consultivo à empresa, além de facilitar contatos com integrantes da administração federal.
A reportagem também afirma que Lulinha mantinha atuação discreta, com pouca exposição pública, embora tenha sido visto em eventos e ambientes ligados ao grupo empresarial.
Ainda segundo o jornal, essa aproximação ocorreu durante movimentações envolvendo o empresário Luiz Phillippe Rubini, que posteriormente foi indicado para integrar o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), órgão consultivo vinculado à Presidência da República.
Em novembro de 2025, a Fictor anunciou uma tentativa de compra do Banco Master. Depois disso, o grupo entrou em recuperação judicial, informando um passivo superior a R$ 4,2 bilhões, enquanto o caso passou a ser citado em investigações relacionadas ao setor bancário.
A defesa de Lulinha nega as informações. Em nota, os advogados Marco Aurélio de Carvalho e Guilherme Suguimori afirmaram que ele não possui qualquer vínculo profissional com a Fictor, nem atuou como consultor ou intermediário junto ao governo federal. Segundo a defesa, Lulinha apenas conhece o empresário mencionado na reportagem e nunca firmou contrato ou prestou serviços para a empresa.