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Início Política

Presidente do sindicato dos juízes compara Dino a Collor e diz que fim de penduricalhos é plano político

Por Junior Melo
24/jun/2026
Em Política
Presidente do sindicato dos juízes compara Dino a Collor e diz que fim de penduricalhos é plano político

Cyntia Cordeiro é presidente do SindMagis - Foto: Acervo pessoal/Cyntia Cordeiro

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A discussão sobre remuneração no Judiciário, verbas indenizatórias e limites do teto constitucional ganhou novo capítulo após declarações da juíza Cyntia Cordeiro e a reação às medidas do ministro Flávio Dino. A polêmica envolve a interpretação sobre o que são “penduricalhos”, a revisão de pagamentos e acusações de que o tema teria ganhado contornos políticos no debate público.

O que motivou a discussão sobre penduricalhos no Judiciário?

A presidente do Sindicato de Magistrados do Brasil, a juíza substituta do TRT-5 Cyntia Cordeiro, afirmou que as verbas indenizatórias pagas a magistrados não devem ser tratadas como privilégios.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, ela defendeu que esses valores fazem parte de direitos remuneratórios reconhecidos e têm origem em regras internas da magistratura.

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O que decidiu Flávio Dino sobre a revisão de verbas indenizatórias?

O ministro do STF Flávio Dino determinou, em 6 de fevereiro, que órgãos do Judiciário revisassem pagamentos classificados como verbas indenizatórias.

A medida exigiu a suspensão de valores sem base legal que ultrapassassem o teto constitucional, com prazo de 60 dias para adequação.

Por que a juíza compara Flávio Dino a Collor?

Na entrevista, Cyntia Cordeiro afirmou que a atuação de Dino teria um viés político, comparando-o ao ex-presidente Fernando Collor. Segundo ela, a iniciativa se encaixaria em um suposto projeto pessoal, ligado a ambições eleitorais futuras.

Além disso, a magistrada afirmou que o ministro estaria se posicionando como uma figura de combate a privilégios, algo semelhante ao discurso do “caçador de marajás”.

Quais argumentos a magistrada usa sobre o teto constitucional?

A juíza defende que o teto constitucional atual estaria defasado e não refletiria a realidade econômica do país. Segundo ela, se fosse corrigido pelo IPCA, o limite salarial do serviço público seria significativamente maior, o que justificaria parte dos pagamentos adicionais.

Antes de listar os principais pontos defendidos por Cyntia, é importante destacar os argumentos que ela utiliza para sustentar essa visão:

  • O teto atual de R$ 46,3 mil estaria desatualizado
  • Correção pelo IPCA elevaria o limite para cerca de R$ 63,6 mil
  • Diferença de aproximadamente 37% justificaria complementos indenizatórios
  • Verbas seriam mecanismos legais de compensação salarial

O que diz a crítica sobre privilégios e patrimônio no Judiciário?

Durante a entrevista, Cyntia também afirmou que há uma distorção na forma como o debate público trata o Judiciário, especialmente ao misturar privilégios com remuneração legal. Ela argumentou que parte das críticas busca desviar a atenção de outros temas institucionais mais relevantes.

Sem citar nomes diretamente, a juíza mencionou reportagens recentes sobre patrimônio de ministros do STF e investimentos de alto valor.

Qual é o impacto político e institucional dessa disputa?

A discussão sobre penduricalhos e teto salarial reacende o debate sobre transparência e limites remuneratórios no serviço público. O tema também amplia a tensão entre setores do Judiciário e decisões de controle administrativo e financeiro.

Ao mesmo tempo, o caso evidencia como questões técnicas podem se transformar em disputas políticas mais amplas dentro das instituições brasileiras.

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