O deputado federal Alfredo Gaspar protocolou nesta terça-feira (30) um requerimento de informações para cobrar explicações do Ministério da Justiça e Segurança Pública sobre a condução da chamada Operação Sem Desconto, da Polícia Federal.
A operação investiga um suposto esquema de fraudes bilionárias contra beneficiários do INSS e inclui a análise de dados bancários, fiscais e telemáticos de investigados, entre eles Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No documento, o parlamentar questiona a decisão da Polícia Federal de solicitar ao ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça a ampliação do prazo da investigação. O pedido teria sido justificado, segundo a corporação, pela falta de efetivo para analisar cerca de 1,7 mil itens apreendidos durante a operação.
Gaspar solicita esclarecimentos ao governo federal, por meio do ministro da Justiça Wellington César Lima e Silva, sobre quais medidas administrativas foram adotadas para reforçar a equipe responsável pelo caso e evitar atrasos nas investigações.
O deputado também questiona se o ritmo atual das apurações é considerado adequado e quais ações de gestão estariam sendo discutidas para garantir a conclusão da análise do material dentro de um prazo considerado razoável.
Outro ponto levantado no requerimento trata da necessidade de assegurar tratamento “isonômico” ao caso envolvendo o filho do presidente, em comparação com outras investigações conduzidas pela corporação.
“Em síntese, não se questiona aqui o conteúdo de atos investigativos sigilosos, mas a forma como o Estado está organizando seus recursos humanos e materiais para enfrentar um escândalo que atinge diretamente a confiança dos brasileiros na previdência pública”, afirmou o parlamentar no documento.
