A Venezuela voltou a registrar atividade sísmica nesta quinta-feira (25), um dia após os fortes terremotos que atingiram a costa norte do país e provocaram centenas de mortes. De acordo com a Fundação Venezuelana de Investigações Sismológicas (FUNVISIS), um novo tremor de magnitude 4,0 foi registrado durante a tarde no estado de Zulia.
Segundo o órgão, o abalo ocorreu por volta das 15h14 no horário local, equivalente a cerca de 14h14 pelo horário de Brasília. Pela Escala Richter, o tremor é considerado de intensidade leve, mas aumentou a preocupação da população diante da sequência de eventos sísmicos registrados nos últimos dias.
A FUNVISIS informou que o tremor foi detectado na cidade de Bachaquero, localizada a aproximadamente 300 quilômetros de Yumare, região onde ocorreram os terremotos mais fortes registrados na quarta-feira. Os abalos anteriores alcançaram magnitudes de 7,2 e 7,5, provocando destruição em diversas áreas do país.
Especialistas classificam o novo tremor como uma réplica, fenômeno comum após terremotos de grande intensidade. Réplicas são abalos secundários que ocorrem quando a crosta terrestre ainda está se ajustando após o movimento principal das placas tectônicas.
O balanço mais recente divulgado pelas autoridades aponta 188 mortes relacionadas aos terremotos que atingiram a Venezuela. Equipes de resgate continuam atuando nas áreas afetadas em busca de sobreviventes e no atendimento às famílias atingidas.
O número de desaparecidos, entretanto, ainda é incerto. Plataformas criadas por cidadãos venezuelanos para localizar familiares e amigos estimam que entre 30 mil e 40 mil pessoas estejam desaparecidas. Até o momento, o governo não apresentou um levantamento oficial sobre essa situação.
Diante da gravidade do desastre, a presidente interina Delcy Rodríguez decretou estado de emergência em todo o país. A medida permite a mobilização extraordinária de recursos públicos, forças de segurança e equipes de assistência humanitária para enfrentar os efeitos da tragédia.
As autoridades seguem monitorando a atividade sísmica na região e alertam para a possibilidade de novos tremores nos próximos dias, enquanto milhares de pessoas permanecem desalojadas e aguardam assistência nas áreas mais afetadas.
