A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (30/6) uma nova fase da Operação Anáfora, com foco em um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo recursos públicos desviados.
Como foi a nova fase da Operação Anáfora?
A nova etapa da investigação foi motivada por indícios de lavagem de dinheiro ligada ao desvio de verbas públicas, principalmente na área da saúde. A PF identificou movimentações suspeitas que ampliaram o escopo do caso.
Segundo os investigadores, os valores teriam sido ocultados por meio de terceiros, indicando um possível esquema estruturado para dificultar o rastreamento dos recursos ilícitos. As informações são da CNN.
Onde os mandados estão sendo cumpridos pela PF?
A operação desta terça-feira envolve o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão em diferentes municípios do estado do Rio de Janeiro. As ações ocorrem em três cidades estratégicas da investigação, conforme detalhado pelas autoridades.
- Rio de Janeiro
- Niterói
- Duque de Caxias
Os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal e pelo TRF2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região), reforçando a complexidade do caso.
Quem é o principal alvo das investigações da Polícia Federal?
De acordo com informações apuradas, um dos principais alvos da operação é o ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, atual presidente estadual do MDB.
Além dele, familiares e pessoas próximas ao político também foram incluídos nas diligências, segundo fontes ligadas à investigação. A PF aponta que os endereços ligados ao ex-gestor foram incluídos por suspeitas de participação em um esquema de ocultação patrimonial.
Quais suspeitas envolvem o esquema investigado pela PF?
As investigações indicam que os suspeitos podem ter utilizado estratégias para ocultar patrimônio por meio de terceiros, além de movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada.
Também há suspeitas de participação em negociações envolvendo imóveis de alto valor, o que reforça a linha investigativa sobre lavagem de dinheiro. Entre os principais pontos apurados estão:
- Uso de laranjas para ocultação de bens
- Movimentações financeiras incompatíveis com a renda
- Negociações suspeitas no mercado imobiliário
- Possível origem ilícita de recursos públicos
Como o foro privilegiado impacta a investigação da PF?
A investigação tramita em instância superior devido ao entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a manutenção do foro privilegiado, mesmo após o fim do mandato.
Esse entendimento permite que autoridades com prerrogativa de função continuem sendo investigadas em tribunais superiores, dependendo do caso. Com isso, o processo segue sob supervisão judicial reforçada, o que garante que medidas cautelares sejam autorizadas por instâncias específicas.
O que já foi apurado desde a primeira fase da operação?
A primeira fase da Operação Anáfora, deflagrada em setembro de 2022, já investigava irregularidades em contratos firmados pela prefeitura de Duque de Caxias.
Na época, o foco era a contratação de uma cooperativa de trabalho com valores que ultrapassavam meio bilhão de reais em contratos e aditivos. Agora, a PF afirma ter identificado um possível desdobramento do esquema, com indícios de ocultação de patrimônio e movimentações financeiras suspeitas.