A Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem nesta terça-feira (23/6), atingindo o Banco Digimais e determinando a quebra de sigilo bancário e fiscal do bispo Edir Macedo e de outros investigados.
Como foi a Operação Miragem da Polícia Federal?
A Operação Miragem, deflagrada pela Polícia Federal, tem como foco um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Digimais e empresas associadas. Entre os alvos, está o bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.
Segundo a PF, a investigação apura possíveis irregularidades em operações financeiras e manipulação de informações contábeis. A suspeita é de que os envolvidos teriam tentado ocultar a real situação econômica de instituições ligadas ao grupo. As informações são do Metrópoles.
Quem são os alvos e quais sigilos foram quebrados?
A Justiça autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Edir Macedo e de outros investigados ligados ao Banco Digimais e empresas do setor financeiro. Ao todo, 17 pessoas e instituições tiveram medidas autorizadas. A operação também cumpriu mandados em São Paulo e atingiu diferentes pessoas físicas e jurídicas. Entre os principais alvos estão:
- Marcelo de Lima Brasil
- João Alves de Campos
- Rodrigo Ruggero
- João Luiz Urbaneja
- Thiago Rodrigues Urbaneja
- José Roberto Giancoli Filho
- Rodrigo Balassiano
- Banco Digimais S.A.
- ID Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.
Como funcionaria o suposto esquema no Banco Digimais?
De acordo com a investigação da Polícia Federal, os suspeitos teriam atuado na manipulação de demonstrativos contábeis e registros regulatórios. O objetivo seria esconder a real situação financeira das instituições envolvidas.
A PF aponta ainda que as práticas poderiam ter sido usadas para criar uma falsa aparência de solvência, permitindo a realização de operações financeiras supostamente irregulares e dificultando a fiscalização dos órgãos de controle.
Quais bens foram bloqueados pela Justiça na investigação?
A decisão judicial também determinou o bloqueio e sequestro de bens dos investigados, incluindo o bispo Edir Macedo e outros alvos da operação. O valor total ultrapassa R$ 670 milhões, segundo a Polícia Federal.
A medida tem como objetivo garantir eventual ressarcimento e impedir a ocultação de patrimônio. Entre os efeitos da decisão estão restrições financeiras e patrimoniais aplicadas às empresas e pessoas envolvidas no caso.
Quais crimes são apurados e quem pode ser responsabilizado?
Os investigados poderão responder por crimes como gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas. As acusações ainda estão em fase de apuração.
Caso as suspeitas sejam confirmadas, tanto pessoas físicas quanto jurídicas podem ser responsabilizadas. A investigação inclui executivos, instituições financeiras e fundos ligados ao grupo investigado pela Polícia Federal.