O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou manter uma relação de proximidade com Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, mas negou qualquer envolvimento em irregularidades investigadas pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero.
Em entrevista publicada nesta sexta-feira (26), o parlamentar, que foi alvo de mandados de busca e apreensão, rejeitou as suspeitas sobre repasses financeiros destinados à empresa de sua nora e afirmou que não houve troca de favores.
Wagner também criticou a atuação da Polícia Federal durante a operação, classificando como uma “patacoada” e uma “espetacularização” a divulgação de imagens do dinheiro em espécie apreendido em seu endereço.
Segundo o senador, a exposição das fotografias buscou criar uma narrativa pública antes da conclusão das investigações.
O parlamentar confirmou ainda que deixou a liderança do governo no Senado nesta semana, após conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com Wagner, a decisão foi tomada para que ele possa concentrar esforços na própria defesa jurídica e na articulação política para as eleições de 2026 na Bahia.
A Operação Compliance Zero investiga um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master. As apurações seguem em andamento, e até o momento não há condenação definitiva contra os investigados mencionados no caso.
