A sede do Instituto Terra Firme, em Salvador (BA), foi alvo de mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18), durante uma nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de fraudes envolvendo o Banco Master.
O instituto é presidido por Flávia Peres, ex-ministra da Secretaria de Governo durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Conhecida anteriormente como Flávia Arruda, ela passou a adotar o sobrenome Peres após o fim do casamento com o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, em 2022.
Apesar da ação da PF no endereço da instituição, Flávia não é alvo da investigação. As apurações têm como foco a relação entre o banqueiro Augusto Lima, atual marido da ex-ministra, e o senador Jaques Wagner (PT-BA).
Augusto Lima é ligado à empresa Terra Firme da Bahia Ltda., da qual o Instituto Terra Firme atua como braço filantrópico. Segundo as investigações, quem está sob suspeita é Andréa Lima Novaes, prima do banqueiro e diretora da PKL One Participações.
De acordo com a Polícia Federal, a empresa teria transferido R$ 3,5 milhões para uma pessoa jurídica ligada à família do senador Jaques Wagner. Os investigadores também apontam que Andréa manteria vínculo profissional com a Terra Firme.
A operação busca esclarecer a origem e a destinação dos recursos movimentados, além de apurar possíveis irregularidades financeiras relacionadas ao esquema investigado. Até o momento, a Polícia Federal não divulgou detalhes sobre o material apreendido durante as buscas.