O líder do Hezbollah, Naim Qassem, criticou duramente o acordo firmado entre Israel e Líbano em Washington, classificando o documento como inválido e uma afronta à soberania libanesa. Em declaração feita neste sábado (27), ele afirmou que o entendimento deveria ser substituído por um memorando negociado entre Irã e Estados Unidos.
Qassem também rejeitou qualquer proposta que condicione a retirada das tropas israelenses do sul do Líbano ao desarmamento do Hezbollah. Segundo ele, essa exigência representa uma “linha vermelha” para o grupo, apoiado pelo Irã.
O acordo foi assinado na sexta-feira (26) por representantes de Israel e do Líbano após dias de negociações mediadas pelos Estados Unidos. O objetivo é criar as bases para encerrar os confrontos entre o Exército israelense e o Hezbollah, embora ambos os governos reconheçam que o documento representa apenas uma etapa inicial do processo.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que o entendimento permite a permanência de tropas israelenses no sul do Líbano enquanto o Hezbollah não for desarmado.
Já o presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou que o acordo busca garantir o retorno da população às áreas afetadas pelo conflito e recuperar plenamente a soberania do país sobre seu território.
Durante a cerimônia de assinatura, a embaixadora do Líbano nos Estados Unidos, Nada Hamadeh Moawad, descreveu o tratado como o primeiro passo para restaurar a integridade territorial libanesa.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, também participou do evento e afirmou que o acordo marca apenas “o começo do começo”, destacando que ainda há desafios significativos para alcançar uma solução definitiva.
Por sua vez, o embaixador de Israel nos Estados Unidos afirmou que a retirada completa das forças israelenses dependerá da eliminação das ameaças representadas pelo Hezbollah no território libanês.