O Partido dos Trabalhadores (PT) saiu em defesa do senador Jaques Wagner (BA) após ele ser alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (18), no âmbito das investigações sobre supostas irregularidades envolvendo o Banco Master.
Ao justificar os mandados de busca e apreensão, a PF apontou Wagner como o possível “beneficiário central” de vantagens econômicas supostamente concedidas por integrantes da instituição financeira. Os investigadores suspeitam que o senador tenha atuado em temas de interesse do banco durante discussões no Congresso Nacional.
Em nota, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, manifestou apoio ao parlamentar e afirmou confiar que ele conseguirá esclarecer as acusações.
“O senador Jaques Wagner é depositário de toda a nossa confiança. Apoiamos todas as apurações envolvendo o Banco Master, a sociedade tem o direito de saber a verdade. Os crimes cometidos precisam ser apurados e os responsáveis penalizados”, declarou.
O diretório estadual do PT na Bahia também saiu em defesa do senador. Em nota, a legenda afirmou ter “total e plena confiança” na conduta de Wagner e destacou que ele já foi alvo de outras acusações ao longo da carreira política sem que houvesse comprovação de irregularidades.
Segundo a Polícia Federal, Jaques Wagner manteve interlocução direta com o empresário Augusto Lima durante a tramitação de propostas relacionadas ao crédito consignado e ao aumento do limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A investigação também cita contatos durante discussões sobre a compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB).
As apurações buscam esclarecer se houve favorecimento a interesses do Banco Master por meio da atuação parlamentar. Até o momento, o senador nega irregularidades e afirma que irá colaborar com as investigações.