Após quase duas décadas de atrasos, a Transnordestina iniciou sua operação experimental e reacendeu a expectativa de transformar a logística do Nordeste. Com cerca de 1.200 quilômetros, a ferrovia deve impulsionar o transporte de cargas e reduzir custos para empresas da região.
Como a Ferrovia Transnordestina inicia operação experimental?
Os primeiros trens já circulam em um trecho da Transnordestina, marcando uma nova fase para um dos maiores projetos ferroviários do país. Embora ainda funcione de forma limitada, a operação representa um avanço aguardado há muitos anos.
Segundo a Transnordestina Logística, responsável pela obra, pouco mais de 25% dos trilhos ainda precisam ser concluídos. A expectativa é iniciar a operação plena em 2027, quando toda a infraestrutura estiver pronta.
Como a ferrovia pode transformar a logística do Nordeste?
Quando estiver totalmente concluída, a ferrovia ligará Eliseu Martins (PI) ao Porto de Pecém (CE), criando um importante corredor para o escoamento da produção agrícola e mineral da região do Matopiba. Entre os principais benefícios esperados para empresas e produtores estão:
- Redução dos custos de transporte;
- Maior competitividade para o agronegócio;
- Mais eficiência no escoamento de grãos e minérios;
- Menor dependência do transporte rodoviário;
- Integração logística entre o interior e o litoral nordestino.
Empresas já utilizam os trilhos durante a fase inicial?
Mesmo com a operação restrita, algumas empresas começaram a transportar cargas pela ferrovia. A Tijuca Alimentos, do Ceará, já movimentou cerca de 2 mil toneladas de milho, soja e sorgo utilizando parte do trajeto disponível.
Atualmente, a companhia ainda depende de aproximadamente 100 caminhões para levar matéria-prima até a Grande Fortaleza. A expectativa é reduzir essa frota quando a ligação até o Porto de Pecém estiver totalmente concluída.
Quais os atrasos envolvidos no projeto?
A Transnordestina foi anunciada em 2006 como uma das principais obras de infraestrutura do governo federal. Na época, a previsão era entregar cerca de 1.700 quilômetros de ferrovia até 2011, conectando os portos de Pecém e Suape. Veja os detalhes:
Como está o trecho até Suape?
Embora empresas pernambucanas já utilizem parte da estrutura existente, a ligação definitiva até o Porto de Suape continua parada. O governo federal já licitou novos trechos, mas as obras aguardam autorização do Tribunal de Contas da União (TCU).
Enquanto isso, empresários acreditam que a conclusão do projeto poderá ampliar significativamente o transporte de cargas no estado. A expectativa é que a ferrovia fortaleça setores como o polo gesseiro do Araripe e impulsione a economia regional nos próximos anos.