O deputado federal Kiko Celeguim (PT-SP), um dos defensores da proposta de extinção da escala de trabalho 6×1 na Câmara dos Deputados, é alvo de uma ação trabalhista movida por um ex-motorista que o acusa de submetê-lo a jornadas de até 16 horas diárias e de mantê-lo sem registro em carteira por mais de dois anos.
De acordo com o processo, protocolado na Justiça do Trabalho de São Paulo, o motorista Cristiano Teles de Oliveira afirma ter trabalhado para o parlamentar entre agosto de 2022 e janeiro de 2025, recebendo salário mensal de R$ 3,8 mil.
Na ação, o ex-funcionário alega que cumpria expediente das 6h às 22h, chegando a trabalhar sem folgas em determinados períodos, além de não ter tido a carteira de trabalho assinada durante o vínculo.
O motorista pede o reconhecimento do vínculo empregatício e o pagamento de direitos trabalhistas, incluindo horas extras, férias, 13º salário, FGTS e indenizações. O valor total da ação é estimado em cerca de R$ 395 mil.
Cristiano Teles também afirma que, além das atividades profissionais, realizava serviços particulares para a família do deputado.
Segundo informações divulgadas por O Antagonista, o processo ainda não foi julgado. O deputado Kiko Celeguim será citado pela Justiça do Trabalho e terá a oportunidade de apresentar defesa às acusações. Até o momento, não há decisão judicial sobre o caso.