A defesa do líder do governo no Senado, Jaques Wagner, apresentou nesta segunda-feira (22/06) um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a anulação da decisão que autorizou mandados de busca e apreensão cumpridos na última quinta-feira.
O caso está relacionado à 9ª fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, que investiga o chamado “Caso Master”, envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Wagner foi um dos alvos da ação, que atingiu endereços ligados ao parlamentar.
Segundo a PF, o senador teria atuado em favor de interesses do banco em troca de supostas vantagens econômicas. As investigações também citam uma possível articulação envolvendo a chamada “emenda Master”, relacionada a mudanças na cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), no contexto da Proposta de Emenda à Constituição sobre autonomia do Banco Central.
A proposta teria sido associada a uma emenda apresentada pelo senador Ciro Nogueira, que previa ampliação do valor de cobertura do FGC para até R$ 1 milhão. O texto, no entanto, acabou rejeitado pelo relator da PEC, senador Plínio Valério, que afirmou não ter tratado do tema com Wagner em nenhum momento.
Na manifestação apresentada ao STF, a defesa do senador sustenta que a decisão do ministro André Mendonça que autorizou as buscas deveria ser anulada. Os advogados também afirmam que os valores apreendidos — cerca de US$ 55 mil e € 33,5 mil — têm origem lícita.
O caso segue sob análise do Supremo, que deverá decidir sobre a validade das medidas cautelares e o andamento da investigação.