Um artigo publicado neste domingo (28) avalia que o Supremo Tribunal Federal (STF) atravessa uma crise de legitimidade e afirma que parte de seus ministros estaria atuando em um “modo de sobrevivência”, priorizando a preservação da própria instituição e de seus integrantes diante de questionamentos públicos.
Segundo a análise, o chamado “caso Master” teria exposto conflitos internos e ampliado a percepção de que decisões da Corte estariam sendo influenciadas por interesses de autopreservação. O texto sustenta que esse cenário dificulta a manutenção da narrativa institucional construída nos últimos anos.
O autor afirma que, tradicionalmente, cortes constitucionais exercem o papel de limitar governos, proteger direitos fundamentais e atuar como árbitros entre os Poderes. No entanto, argumenta que, no Brasil, o STF enfrenta uma situação distinta, marcada por uma crise de credibilidade decorrente de suspeitas envolvendo a atuação de ministros.
Na avaliação apresentada, isso teria provocado uma mudança no foco da Corte, que passaria a dedicar parte de sua atuação à administração da própria crise institucional. O artigo também aponta que esse comportamento não seria exclusivo do Judiciário, mas refletiria um padrão observado em diferentes instituições públicas, como Executivo, Congresso, partidos políticos e órgãos de controle.
O texto ainda argumenta que a lógica da autopreservação compromete o funcionamento das instituições, ao priorizar objetivos de curto prazo em detrimento de interesses coletivos. No caso do STF, o autor considera a situação mais sensível devido ao papel da Corte como instância máxima do Judiciário.
Por fim, o artigo conclui que estratégias voltadas à proteção da imagem institucional podem produzir efeito contrário ao desejado, ampliando a percepção pública de perda de legitimidade e aprofundando a crise de confiança nas instituições.