Câmara teria liberado R$ 31 mil em diárias para viagem ao “Gilmarpalooza” antes de cancelamento oficial
Segundo informações divulgadas, o pagamento teria sido autorizado em 19 de maio de 2026, um dia antes de a Câmara comunicar oficialmente o cancelamento da viagem e afirmar que não haveria despesas relacionadas ao deslocamento. O caso levanta dúvidas sobre a sequência dos atos administrativos e a transparência do processo.
A Câmara afirma que a tramitação foi antecipada apenas para viabilizar a reserva de passagens, ressaltando que, com o cancelamento da missão oficial, o procedimento deve ser encerrado sem pagamento ou com eventual devolução dos valores já liberados.
Um documento assinado em 15 de maio já previa o afastamento do diretor-geral, autorizado pelo presidente da Casa, deputado Hugo Motta, para o período entre 28 de maio e 4 de junho. Apesar disso, registros indicam divergências entre as datas de autorização, pagamento e comunicação oficial do cancelamento.
O caso foi levado ao Tribunal de Contas da União (TCU), que recebeu representação do deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS). O pedido solicita a apuração de possíveis irregularidades nas despesas públicas ligadas à participação de autoridades brasileiras no evento, incluindo eventual desvio de finalidade e possível violação de princípios da administração pública, como legalidade, eficiência e economicidade.
O Fórum de Lisboa ocorreu entre 1º e 3 de junho de 2026, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, reunindo autoridades e juristas brasileiros e estrangeiros para debates institucionais e jurídicos.