O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal na tarde desta terça-feira (23), no âmbito da investigação que apura a apreensão de uma arma registrada em seu nome durante uma abordagem policial realizada na semana anterior.
O interrogatório ocorreu no condomínio onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar e durou cerca de 40 minutos. O delegado responsável pelo caso, Thiago Boeing, da 17ª Delegacia de Polícia, esteve no local para colher o depoimento.
Versão apresentada pela defesa
Segundo o advogado Paulo Cunha Bueno, que acompanhou a oitiva, Bolsonaro manteve a mesma versão já apresentada anteriormente ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ele afirmou que teria solicitado apenas a verificação de funcionamento de uma pistola Glock calibre 9 mm, após suspeitar de um possível defeito no equipamento.
A defesa também negou que o ex-presidente tenha determinado a retirada da arma do condomínio para reparos.
Arma foi encontrada com militar do GSI
A pistola foi localizada no veículo de um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que integra a equipe de segurança do ex-presidente. O armamento acabou sendo apreendido por estar sem a documentação exigida no momento da fiscalização.
Investigação segue em andamento
O caso segue sob apuração da Polícia Civil do Distrito Federal e é acompanhado pelo Supremo Tribunal Federal, devido ao envolvimento de um ex-chefe de Estado e às circunstâncias da investigação.
As autoridades ainda analisam os elementos do caso para determinar se houve irregularidades no transporte e na guarda da arma.